


Quem gosta de aventura, com uma boa dose de reflexão e filosofia, deve assistir "Into the wild" (2007), dirigido por Sean Penn; no Brasil o título é "Na natureza selvagem". Este filme conta a história, real, do americano Chris MacCandless, que largou uma vida estabilizada na Virginia, para viver a maior aventura de sua vida, sem lenço, sem documento; acreditou que a vida podia lhe dar mais; mais do que bens materiais; acreditou que a vida e natureza podia lhe dar aquilo que era preciso no meio do caminho. Deixou família, uma carreira promissora (??????), dinheiro; saiu pelo mundo, apenas alguns livros, e com a coragem e o espírito livres. Chris era um cara extremamente inteligente, leitor voraz, e contra uma sociedade materialista, que sufoca e deixa as pessoas doentes. Chris queria mais. Lembrei de uma frase de Clarice Lispector e cai bem o que sentia Alexander Supertramp, codinome que ele adotou nas suas andanças pelos EUA: " Liberdade é pouco. O que eu desejo ainda não tem nome". Assistindo ao filme e refletindo sobre sua história penso que Alex/Chris queria era mais que liberdade, algo que para nós pobres mortais, nem existe nome. Chris saiu de mochila nas costas, com coragem e muita determinação. Seu destino era o Alaska. Ele não queria estar próximo da natureza; sua ambição era estar com a natureza, na natureza. No meio do caminho, conheceu muitas pessoas e transformou suas vidas, com sua simplicidade e ao mesmo tempo sua maneira tão complexa e filosófica de ver o mundo. A história de Chris foi escrita por John Krakauer, autor de livros como "No ar rarefeito" e " Sobre homens e montanhas", e transformado em filme, com roteiro e direção de Sean Penn e no papel de AlexSupertramp Emilie Kirsh (Show de vizinha). O filme vale pela história, pelo troteiro e pela maravilhosa fotografia. Nos desperta algo na alma que está adormecida dentro de nós. Ele não grita dizendo pegem suas mochilas e saiam mundo a fora sem destino. Nos faz pensar sobre o que valorizamos: o dinheiro, o estatus social, o carro do ano ????? são mais importantes que a natureza, que a própria vida????
o que alimenta meu espírito?
Esta foi a pergunta que me fiz durante todo o filme. E faço a vcs tmb.Deixo aqui a minha, mais que dica sobre filme. Este já entrou para a lista dos meus favoritos, como Diário de motocicleta.
Assistam e comentem!

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