13 de novembro de 2008

Principe encantado, Mr. Big...? E eu...?













Recentemente li um artigo que dizia que os homens querem compromisso, as mulheres é que não querem mais casar. Imaginei as mulheres que leram este artigo: morreram de rir ou cairam duras pra traz, pois quem é solteira, livre, leve e solta e está na batalha do mercado das solteiras, sabe que a máxima entre as mulheres é queixarem-se justamente que os homens não querem casar, não querem nada sério. Então, fiquei refletindo não o que realmente os homen querem, mas o que nós queremos atualmente deles e principalmente das nossas vidas. Queremos o tradicional final feliz, com um casamento, vestido de noiva, um amor para sempre? Ou queremos uma vida com mais opções, menos preconceitos e mais oportunidades, tanto na vida amorosa, quanto na vida profissional? Muitas mulheres sonham , ainda, com o final feliz e o príncipe encantado. Mas a maioria, e falo pelas mulheres com quem converso, troco idéias e confidencias sobre os homens, não sonham mais com o príncipe encantado, com um final feliz. Estão mais donas de si, e pés no chão, elas sonham na verdade com um amor companheiro, e com muitas conquistas e viagens na vida! Sim, porque depois de tantas conquistas e lutas, muitas estão apaixonadas por si mesmas e por suas carreiras, sem que deixem de viver grandes amores. Este é o ponto principal. Amar e conseguir continuar sendo quem somos, sem virar Amélias ou alguém que nem nós um dia, ao olharmos no espelho,não reconhecemos. Hoje trabalhamos, estudamos, viajamos, e não queremos mais uma vida de reclusões e desistencias por conta de uma pessoa, principalmente dos homens. Conversando com uma amiga, numa noite de muitos papos e confidencias, e besteiras - como todas as boas amigas fazem- brincamos que um dia vamos escrever sobre o pós happy end da Cinderela. Será que o relacionamento entre ela e o príncipe realmente foi um sucesso? Tiveram alguma crise? Os filhos vieram? quem embagulhou primeiro, ele ou ela? Ou será que ela se revoltou, resolveu trabalhar, fazer faculdade, ser dona do próprio nariz e do dinheiro, e no fim das contas se tornou tão alto suficiente que deu um pé na bunda do tal príncipe, que no fim , não era tão príncipe assim, no máximo um sapinho daqueles bem sem vergonha e preguiçoso no fim da história.
O que quero trazer para reflexão é que hoje buscamos mais companherismo, respeito e auto-confiança. Buscamos também, alguém que nos faça sentir um frio na barriga, as pernas tremerem e coração desparar, mesmo que você saiba, na mente e no coração que "seja infinito enquanto dure", como já foi declarou em uma das poesias mais bonitas sobre amor escrita por Vinicius de Moraes. Não é porque somos independentes, auto-suficientes, comprometidas com crescimento profissional que não queremos viver romances e amores. Queremos romances, amores, paixões. E intensos! Mas primeiro olhar a vida e a nós mesmas com paixão. Descobrir que não precisamos viver a caça de um amor eterno. Saber que somos o nosso maior amor e nosso maior investimento. Porque todas as nossas conquistas, seja no campo profissional, ou na vida pessoal, estas serão eternas, estarão sempre ao nosso lado. Tendo altos e baixos, mas a vida é assim mesmo. Se caímos, levantamos. Se quebramos, juntamos os caquinhos, mas não o colamos. Escrevemos uma nova história.
Vivemos sob muitas influências e muitas vezes negativas em relação ao amor, aos relacionamentos e a nós mulheres. Que os relacionamentos não duram e que existe mais mulheres que homens no mercado isso é fato, não podemos reclamar nem negar. Mas o que é vendido, constatemente é que não podemos ser ou estar sozinhas. Acreditem! Mulher sozinha, que não namora, não é casada, principalmente depois dos 30 não é bem vista, e falam mal ainda. Ou é lésbica ou não se garante para segurar alguém. Gente, em pleno século XXI, depois de tantas conquistas, estamos retrocedendo? Será possível que voltamos a velha história de impôr a mulher casamento, relacionamentos de aparecências e conveniências? A história prova que as lutas e as conquistas não foram fáceis e que mantê-las está sendo mais dificil ainda. O que não podemos é deixar que nos façam um engessamento cerebral. Podemos ser felizes sim. Com namorado, sem namorado. Com marido, sem marido. Mas temos que procurar a felicidade, a compreensão e o amor em nós mesmas. Nos permitir e nos dar o direito de escolha, sem medo. Ter alguém, só se for pra valer e fazer valer. Com amor de verdade, por nós mesmas!



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